sábado, 16 de julho de 2011

COMPORTAMENTO EM FOCO

CLIPPING

Lei que desestimula uso de sacolas plásticas faz um ano e tem bom resultado no Rio
Em um ano de vigência da Lei 5.502/09, que desestimula o uso de sacolas plásticas no estado, a população fluminense deixou de consumir 600 milhões de sacolas. O número representa redução de cerca de 25% das 2,4 bilhões de sacolas que eram distribuídas anualmente no estado.
Os dados foram levantados pela Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e divulgados nesta sexta-feira (15) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que ficou satisfeito com o resultado. No entanto, Minc disse que é preciso intensificar a campanha e criar novas ações para estimular o consumo consciente da população fluminense.
“É um resultado expressivo. São menos 600 milhões de sacolas nos rios, lagoas e canais. É menos gasto para o Poder Público em dragagem e menos gente que perde tudo e morre por causa das inundações. Mas nosso objetivo é dobrar essa meta no ano que vem e passar para 50% de redução em relação ao número inicial de 2,4 bilhões de sacolas”, acrescentou.
Entre as propostas para incentivar o consumidor a aderir à campanha para reduzir o consumo de sacolas plásticas, Minc citou a redução do preço das embalagens reutilizáveis, o aumento do desconto dado ao cliente que não usa sacolas plásticas e a veiculação de peças publicitárias sobre o assunto.
Na manhã desta sexta-feira, o secretário visitou alguns supermercados na capital, para ver se os estabelecimentos estão cumprindo a lei e dando o desconto de 3 centavos por sacola não utilizada, viabilizando alternativas e informando com cartazes sobre o desconto e os males ao meio ambiente que esse tipo de embalagem traz. Durante a operação foram entregues também folhetos para incentivar a sociedade a mudar de comportamento.
Para o presidente da Asserj, Aylton M. Fornari, a lei vingou. “A população aceitou bem a iniciativa, e nós, da associação, vemos os resultados com bons olhos. Não vai resolver o problema, mas, enquanto não houver ações mais severas ou um produto menos danoso para substituir de vez as sacolas plásticas, a lei pelo menos minimiza o problema”, disse Fornari.
Adepta das sacolas retornáveis antes de a lei entrar em vigor, a publicitária Sibele Aquino reclama da falta de informação sobre os descontos nos supermercados e da pouca consciência das classes média e alta que, segundo ela, ainda usam as sacolas plásticas por preguiça. “Estive em Portugal recentemente e lá os mercados cobram cerca de 10 centavos de euro por cada sacola plástica. Acho que deveria ser assim aqui também”, sugeriu. (Fonte: Flávia Villela/ Agência Brasil)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MEIO AMBIENTE EM FOCO - ENTREVISTA


Pesquisadora comenta Plano Nacional de Resíduos Sólidos

ENSP, publicada em 15/07/2011
Tatiane Vargas

Realizar um diagnóstico da situação atual dos resíduos sólidos no país, além de apresentar metas de redução de resíduos e de eliminação e recuperação de lixões, são alguns dos objetivos do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que será apresentado até o fim de 2012 à sociedade. A implantação do PNRS - que define metas, diretrizes e mecanismos para o manejo adequado de resíduos em todo o Brasil por empresas públicas e privadas - é de responsabilidade do Comitê Interministerial de Resíduos Sólidos, representado por dez Ministérios, pela Casa Civil da Presidência e pela Secretaria de Relações Institucionais. O comitê é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

O novo Plano orientará os planos estaduais e municipais para o manejo do lixo. A expectativa é de que seja atualizado a cada quatro anos, com vigência por tempo indeterminado. Também dará suporte ao decreto 7.404, que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010.

Saiba mais sobre o novo plano e o que muda com a sua implantação em entrevista concedida pela pesquisadora do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP, Débora Cynamon Kligerman, ao Informe ENSP.

Informe ENSP: O que o novo Plano Nacional de Resíduos Sólidos pretende propor?

Débora Cynamon Kligerman:
 O Plano Nacional de Resíduos Sólidos tem como conteúdo mínimo o diagnóstico da situação atual dos resíduos sólidos no país, metas de eliminação dos lixões associadas a plano de inclusão social dos catadores, proposição de cenários e análises das tendências internacionais e macroeconômicas, metas de redução, reciclagem, reutilização e outras que reduzam a quantidade de rejeitos, metas para aproveitamento energético de gases gerados nas unidades de disposição final e programas, além de projetos e ações para o atendimento dos objetivos propostos.


Informe ENSP: Qual é o maior problema do país em relação aos resíduos sólidos?

Débora Cynamon Kligerman:
 O maior problema são os lixões, ou seja, a disposição inadequada destes resíduos. Porém, existem metas para acabar com este tipo de disposição inadequada. Essas metas preveem a redução do volume de lixo, pois grande parte das cidades não quer ter por perto nenhum local de disposição de resíduos, mesmo que seja um aterro sanitário. A ideia central é a redução. Para isto, a principal proposta é a implementação do instrumento chamado logística reversa, onde cada fabricante deve receber de volta seu resíduo e tratar. Ou seja, o fabricante de pneu deve receber pneu de volta e ver a melhor utilização. O que ocorre é que os materiais cada vez mais são mais complexos. Há também mistura de materiais o que dificulta mais ainda sua reciclagem. É preciso pensar também nos produtores de produtos tóxicos que devem pesquisar o tratamento adequado para os resíduos produzidos por eles.

Hoje, no Brasil, há um enorme passivo ambiental nas empresas, ou seja, empresas têm em seus pátios produtos tóxicos armazenados que deveriam ter um tratamento adequado. Isto é uma bomba relógio. Há necessidade, então, de empresas, universidades e governo atuarem em conjunto para pesquisar soluções viáveis. Ainda em relação à redução, enquanto o Brasil está tentando eliminar seus lixões, outros países, como os da Europa e o Japão, por exemplo, estão utilizando o lixo como fonte energética. Mas também existem problemas: é necessário saber, por exemplo, a composição do lixo para prever o quanto de energia será gerada. No Brasil, ainda há muitos municípios que não tem onde dispor seu lixo. Existem propostas de consórcios intermunicipais para a destinação de lixo. O que favoreceria também a questão de volume necessário para a geração de energia.

Informe ENSP: O que o plano pretende propor para mudar o panorama atual?

Débora Cynamon Kligerman:
 O novo PNRS deve obrigar cada município a ter seu próprio plano de gestão de resíduos sólidos. Infelizmente, nem todo município tem um técnico que cuide dos resíduos sólidos, por isso, a política não é tão fácil assim de ser implementada. Existe uma intenção do governo para aprovar essa política, que exige interesse de diversas cadeias, principalmente a produtiva. Ao lançar a logística reversa, o governo está fazendo com que ao mesmo que tempo que um produtor fabrica determinado produto ele consiga reintroduzi-lo no ciclo produtivo. O que também pode ser outro ponto para discussão, pois alguns produtos não conseguem facilmente ser reintroduzidos, pois não há equipamentos suficientes para reverter determinada matéria, por exemplo.

Informe ENSP: Como a logística reversa pode contribuir para a dispensação de resíduos sólidos no país?

Débora Cynamon Kligerman:
 A abordagem da logística reversa pressupõe que quando implementada haja um aumento de custo temporariamente para o produtor. Ao responsabilizar o fabricante por toda cadeia produtiva, a política pretende desenvolver estratégias para recuperação dos produtos, o que implica em custos não contabilizados anteriormente, ou seja, a tendência é que o produtor aumente o valor dos produtos. Isso tudo acontece porque nosso grande problema é não termos tratamento e destinação final para o lixo. Hoje a logística reversa está atacando em um ponto central, pois responsabilizando o fabricante a tendência é que ele produza um volume de lixo muito menor para os aterros sanitários e recebendo um volume menor de lixo os aterros podem durar mais anos, já que não há espaços disponíveis para dispor adequadamente o lixo, sendo assim, é fundamental reduzir a quantidade produzida e só se reduz quando se reaproveita, se recicla. Quando falamos de um plano de gestão, queremos apontar que é preciso pensar em toda cadeia, desde a produção a destinação final.

Informe ENSP: Como a ENSP vem trabalhando essa temática?

Débora Cynamon Kligerman:
 Atualmente, tenho trabalhado com resíduos especiais. Temos também pesquisas de alunos de mestrado e doutorado sobre resíduos de medicamentos, resíduos de entulho e a relação com a dengue e avaliação da Política Nacional. O Brasil é um país com um território enorme e por isso ainda pensamos em grandes espaços. Porém, nossa população é eminentemente urbana e nossos centros urbanos estão atingindo cada vez mais populações maiores. Dessa forma, as instituições de ensino e pesquisa precisam entrar no debate e pensar no que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo produzida. O plano é muito importante, mas aponta muito mais para a questão dos aterros sanitários. Enquanto isso, outros países já pensam em aproveitamento energético devido a falta de espaço. Pensar em estratégias que reduzam o volume de lixo depositado no ambiente é o principal papel das instituições de pesquisa como a ENSP. Assim, no futuro teremos um meio ambiente melhor, o que implica na saúde da população e consequentemente na qualidade e expectativa de vida. É fundamental entender que lixo também é uma questão de Saúde Pública.

Existe uma relação entre saúde e ambiente que precisa ser mais compreendida. É necessário que a Saúde Pública entenda a sua relação com o ambiente e tenha uma visão mais pró-ativa. Precisamos pensar que a promoção da saúde só virá com um ambiente saudável, com habitação descente, sistema de saneamento, ou seja, água de boa qualidade, rede e tratamento de esgoto, drenagem e coleta, tratamento e destinação adequada dos resíduos. Os nossos rios são poluídos com esgotos domésticos, mas também com lixo e esgoto de unidades de saúde. Há medicamentos sendo descartados na rede de esgotos. Isto traz impacto em todo o ecossistema, inclusive ao homem, então, é fundamental refletir para atuar junto a essas questões.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

COMPORTAMENTO EM FOCO

            Dia da liberdade do pensamento
Malba Taban(Lendas do Céu e da Terra)

Nunca te arrependerás:
De teres freado a língua, quandopretendias dizer o que não convinha.
De teres pensado antes de falar.
De teres perdoado aos que te fizeram mal.
De teres suportado com paciência faltas alheias.
De teres sido cortês e honesto com tudo e com todos.







                              

quarta-feira, 13 de julho de 2011

COMPORTAMENTO EM FOCO -- DIA MUNDIAL DO CANTOR

COMPORTAMENTO EM FOCO - DIA DO ROCK

COMPORTAMENTO(BIOLOGIA) EM FOCO - DIA DO SANITARISTA.


A trajetória de Oswaldo Cruz e a sua luta como médico sanitarista no século 19


Oswaldo Cruz, filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões Cruz, nasceu no dia 5 de agosto de 1872, na cidade de São Luís de Paraitinga, São Paulo, onde viveu até 1877, quando seu pai mudou-se para o Rio de Janeiro. Cursou o primário no Colégio Laure. Mais tarde, estudou no Colégio São Pedro de Alcântara e, depois, no Externato Pedro II, onde se preparou para prestar os exames para as escolas superiores.

Em 1887, aos quinze anos, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Antes de concluir o curso já publicara dois artigos sobre microbiologia na revista Brasil Médico. Formou-se em 24 de dezembro de 1892, defendendo a tese "Veiculação Microbiana pelas Águas". Seu interesse pela microbiologia levou-o a montar um pequeno laboratório no porão de sua casa. Contudo, a morte de seu pai, no mesmo ano de sua formatura, impediu temporariamente o aprofundamento de seus estudos. Somente em 1896 pode realizar seu sonho: especializar-se em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que na época reunia grandes nomes da ciência.

Ao voltar da Europa, Oswaldo Cruz encontrou o Porto de Santos assolado por violenta epidemia de peste bubônica e logo se engajou no combate à doença. Para fabricar o soro antipestoso foi criado, em 25 de maio de 1900, o Instituto Soroterápico Federal, instalado na antiga Fazenda de Manguinhos, tendo como diretor geral o Barão de Pedro Afonso e como diretor técnico o jovem bacteriologista. Em 1902, assumiu a direção geral do novo Instituto. Este, por sua vez, ampliou suas atividades, não mais se restringindo à fabricação de soro antipestoso, mas dedicando-se também à pesquisa básica aplicada e à formação de recursos humanos.

Em 1903, Oswaldo Cruz foi nomeado Diretor Geral de Saúde Pública, cargo que corresponde atualmente ao de Ministro da Saúde. Utilizando o Instituto Soroterápico Federal como base de apoio técnico-científico, deflagrou memoráveis campanhas de saneamento. Em poucos meses, a incidência de peste bubônica foi reduzida com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Ao combater a febre amarela, na mesma época Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença era transmitida pelo contato com roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, implantando medidas sanitárias (brigadas para eliminar focos do inseto em casas, jardins, quintais e ruas) e impedindo a manutenção de águas estagnadas, em que se desenvolviam as larvas dos mosquitos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, a oposição a Oswaldo Cruz atingiu seu ápice. Com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro estourou a rebelião popular (a Revolta da Vacina) e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina.

Mas Oswaldo Cruz acabou vencendo a batalha. Em 1907, a febre amarela estava erradicada no Rio de Janeiro. No mundo científico internacional, seu prestígio era já incontestável. Ainda em 1907, recebeu a medalha de ouro no XIV Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, pelo trabalho de saneamento do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz ainda reformou o Código Sanitário e reestruturou todos os órgãos de saúde e higiene do país.

Em 1908, uma epidemia de varíola levou a população aos postos de vacinação. O Brasil finalmente reconhecia o valor do sanitarista. Nesse mesmo ano, o Instituto Soroterápico Federal foi rebatizado como Instituto Oswaldo Cruz.

Em 1909, Oswaldo Cruz deixou a Diretoria Geral de Saúde Pública, passando a se dedicar apenas ao Instituto, onde lançou importantes expedições científicas que possibilitaram a ocupação do interior do país. Erradicou a febre amarela no Pará e realizou a campanha de saneamento da Amazônia. Como conseqüência, as obras da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido interrompida pelo grande número de mortes de operários pela malária, puderam ser finalizadas.

Em 1913 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Em 1915, por motivos de saúde, abandonou a direção do Instituto Oswaldo Cruz e mudou-se para Petrópolis. Como prefeito daquela cidade traçou vasto plano de urbanização, que não pode ver executado.

Oswaldo Cruz morreu de insuficiência renal em 11 de fevereiro de 1917, em Petrópolis, com apenas 44 anos. Acesse a Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz.

SAÚDE EM FOCO


Política de resíduos sólidos é apresentada em congresso de saúde municipal

Os lixões são um dos maiores danos ao meio ambiente urbano e à saúde das pessoas. Por isso, o MMA está em campanha permanente de educação sobre o descarte doméstico e, desde 2007, contribui para que estados e municípios atendam à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
“A campanha para que a população aprenda a separar o lixo em casa vai durar cerca de dois anos”, informou o gerente da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, do MMA, Ronaldo Hipólito, nesta terça-feira (12), durante o XXVII Congresso Nacional de Secretários Municipais de Saúde, realizado em Brasília.
O congresso reuniu durante quatro dias cerca de 3.500 participantes, entre gestores, técnicos, educadores e pesquisadores de todo o Brasil, para troca de experiências e debate sobre políticas públicas municipais, estaduais e federais.
Ronaldo Hipólito abordou questões como responsabilidade compartilhada, acordos setoriais e logística reversa – o que, em síntese, significa dividir com toda a sociedade as tarefas para fazer do Brasil um exemplo de reciclagem e destinação de lixo.
A PNRS foi regulamentada no final do ano passado e traz acordos setoriais para que os bens de consumo tenham destinação correta. Com referências especiais para produtos como lâmpadas fluorescentes, pilhas, eletrônicos, óleos lubrificantes, pneus.
Para tudo isso dar certo, o MMA apoia planos microrregionais, metropolitanos, municipais ou estaduais. A legislação determina que os lixões estejam extintos até 2014. A meta pode ser alcançada com financiamentos pela União, com prioridade para projetos consorciados, que tenham a participação de organizações de catadores. (Fonte: Cristina Ávila/ MMA)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

COMPORTAMENTO EM FOCO



O QUE SERIA DE NÓS SEM O PADEIRO?  QUEM FARIA O NOSSO PÃOZINHO DE CADA DIA?
PARABÉNS E OBRIGADA A TODOS OS PADEIROS!

MEIO AMBIENTE EM FOCO


Brasileiro consome 30 quilos de plástico reciclável por ano, mostra pesquisa

Cada brasileiro consome, em média, aproximadamente 30 quilos de plástico reciclável por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Em 2010, de acordo com anuário do setor químico da entidade, foram consumidas no país cerca de 5,9 mil toneladas de plástico, o que representa 50% a mais do que há dez anos.
Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (7) pela pesquisadora Lucilene Betega de Paiva em um seminário na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Lucilene trabalha no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT) e é especialista em plásticos.
Em sua participação no seminário, ela falou sobre a importância da reciclagem desse material. Segundo ela, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pode ajudar a “transformar um passivo ambiental em uma fonte de recursos financeiros”.
A PNRS foi o tema central do seminário na Alesp. O evento faz parte de uma série de debates preparatórios para a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados.
A Conferência das Cidades ocorre todo ano, no segundo semestre. Em 2011, ela está programada para outubro e deve tratar também da PNRS.
A PNRS foi instituída por lei aprovada, sancionada e regulamentada no ano passado. Ela estabelece regras para a destinação do lixo produzido no país. De acordo com a PNRS, a reciclagem deve ser priorizada. Já o lixo não reciclável deve ser levado a aterros sanitários. Os lixões precisam fechados até 2015.
Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), também apresentados no seminário na Alesp, mostram que o Brasil ainda precisa avançar para cumprir o estabelecido pela PNRS. Segundo levantamento feito pela entidade em 350 cidades que concentram quase metade da população urbana brasileira, 42% do lixo do país não receberam uma destinação adequada no ano passado.
Ao todo, foram 23 milhões de toneladas de lixo levadas para lixões ou aterros controlados, que não são ambientalmente apropriados. Para aterro sanitários, em que existem sistemas para evitar contaminação de água e solo, foram levadas 31 milhões de toneladas de lixo.
O deputado federal Manoel Junior (PMDB-PB), presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, disse que a implantação da PNRS é um desafio para o país. As discussões durante seminários e na Conferência das Cidades, acrescentou, podem ajudar a adequar a destinação do lixo no país. (Fonte: Vinicius Konchinski/ Agência Brasil)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

MEIO AMBIENTE EM FOCO


Poluição atmosférica deprime e reduz capacidade de aprender

Poluição atmosférica deprime e reduz capacidade de aprender

A poluição provoca danos na capacidade de aprendizado, além de resultar em comportamentos depressivos. O estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, mostrou que camundongos expostos a 10 meses de poluição apresentaram alterações nos neurônios do hipocampo, área do cérebro ligada ao aprendizado e à depressão. O problema não para por aí: estas alterações podem contribuir para o aumento de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
Estudos anteriores já haviam mostrado que a poluição afetava o cérebro de camundongos. Testes realizados por um período de 10 semanas apresentaram alterações no hipocampo dos animais, no entanto este é o primeiro a medir os efeitos no longo prazo – foram 10 meses de pesquisa – e a relacioná-los com a depressão.
Os pesquisadores do estudo acreditam que a exposição a partículas de poeira e gases estufa induz a baixo níveis, porém prolongados, de inflamações no cérebro. Tanto em humanos como em roedores, danos na capacidade cognitiva e depressão estão frequentemente relacionados com alterações no hipocampo.
Em estudo, ar poluído, semelhante ao das grandes cidades como São Paulo, deixou camundongos com dificuldade de aprendizado e com comportamento depressivo
“É uma coisa que precisamos pensar a respeito. Isto é muito sério. A poluição das cidades provoca não só problemas cardiorrespiratórios como também alterações no cérebro”, disse ao iG Laura Fonken, do departamento de neurociência da universidade de Ohio e autora do estudo publicado no periódico científico Molecular Psychiatry. As partículas de poluição que os camundongos respiraram é a mesma encontrada em grandes cidades da China e Índia. O nível de poluição, igual a 2.5μm simula o ar encontrado em metrópoles de países em desenvolvimento, como é o caso de São Paulo.
Para que se medissem os efeitos da poluição na vida dos camundongos, 21 machos foram divididos em dois grupos. Um permaneceu em ambientes com alta concentração de poluição, o grupo controle ficou em ambiente com ar puro. Os animais eram expostos à poluição seis horas por dia, cinco dias por semana ao longo de dez meses.
Deprimidos e confusos – Após os dez meses de estudo, foram aplicados dois testes clássicos para avaliar a capacidade de aprendizado e a memória, além de comportamento depressivo.
Os camundongos foram colocados em uma espécie de roleta tampada onde apenas um orifício que permitia que ele escapasse dali. Os dois grupos de camundongos foram treinados por quatro dias para conseguir sair do labirinto, mas houve uma grande diferença no resultado entre os animais expostos ao ar puro e os expostos a poluição.
Os camundongos expostos à poluição tiveram mais dificuldade de encontrar o buraco por onde poderiam escapar durante os treinamentos. “Isto sugere que houve danos na capacidade de aprendizado”, disse Laura. Eles também facilmente se enganaram e tentaram escapar pelos buracos falsos. “Durante a prova final, eles também passaram menos tempo perto do buraco correto, o que indica problemas de memória”, disse.
Para analisar o comportamento depressivo, os camundongos foram colocados em uma bacia de água. Em testes como estes, geralmente os animais nadam fortemente no início, procurando escapar. Só após um tempo, eles desistem e começam a boiar. O aumento do tempo em que o animal boia significa falta de esperança. “No estudo, não só os camundongos expostos a poluição ficaram mais tempo boiando como não foram tão vigorosos quando nadaram”, disse. (Fonte: Maria Fernanda Ziegler/ Portal iG)

sábado, 2 de julho de 2011

CoAMOR EM FOCO - COLABORE COM A VIDA!

SAÚDEW EM FOCO -



COMPORTAMENTO EM FOCO - DIA DO BOMBEIRO

Hino do Soldado do Fogo
Letra: Ten. Sérgio Luiz de Mattos
Música: Cap. Antônio Pinto Júnior
Contra as chamas e lutas ingentes
Sob o nobre alvirrubro pendão,
Dos soldados do fogo valentes,
É na paz, a sagrada missão.
E se um dia houver sangue e batalha.
Desfraldando a auriverde bandeira,
Nossos peitos são férreas muralhas,
Contra audaz agressão estrangeira.
Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta,
Com valor pela Pátria lutar.
Aurifulvo clarão gigantesco
Labaredas flamejam no ar
Num incêndio horroroso e dantesco,
A cidade parece queimar
Mas não temem da morte os bombeiros
Quando ecoa d'alarme o sinal
Ordenando voarem ligeiros
A vencer o vulcão infernal.
Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.
Rija luta aos heróis aviventa,
Inflamando em seu peito o valor,
Para frente que importa a tormenta
Dura marcha de sóis ou rigor?
Nem um passo daremos atrás,
Repelindo inimigos canhões
Voluntários da morte na paz
São na guerra indomáveis leões.
Missão dupla o dever nos aponta:
Vida alheia e riqueza salvar
E, na guerra punindo uma afronta
Com valor pela Pátria lutar.


BRASIL EM FOCO - AMAZÕNIA

http://www.tedxamazonia.com.br/tedtalk/antonio-donato
Este link apresenta um vídeo sobre a Amazônia.  Uma palestra muito interessante.  Assista!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

SAÚDE EM DIA - BCG

A vacina é uma substância usada para criar imunidade, a uma pessoa ou animal, contra infecções.
O processo de imunidade acontece ao se injetar no organismo pequenas poções com o vírus ou bactéria das doenças, para estimular o sistema de defesa do corpo.
Dessa forma, o corpo produz os chamados anticorpos, que destroem esses vírus e bactérias. Quando as doenças aparecem e temos contato com elas, nosso corpo já sabe como se defender.
A vacina BCG é a responsável pela defesa contra a tuberculose e no dia 1º de julho comemora-se a sua criação.
Foi inventada em 1921, pelo cientista francês Camille Guérin, juntamente com Albert Léon Chaves, também nascido nesse país.
Arlindo de Assis foi o responsável pelas primeiras aplicações da vacina BCG no Brasil, no ano de 1927, num trabalho desenvolvido em parceria com o pediatra Almir Madeira, esses, em 1934, criaram a primeira campanha brasileira contra a tuberculose.
No Brasil, a dose da vacina é aplicada no primeiro mês, logo após o nascimento do bebê. Desde junho de 2006 é recomendada a suspensão da administração da segunda dose da vacina BCG, em nosso país, já que o efeito protetor da primeira dose da vacina BCG, ao nascer, possui duração de mais de 15 anos.
O contágio da tuberculose se dá através das vias aéreas, respiratórias, quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala. Pessoas bem próximas a doentes devem ficar protegidas com máscaras, evitando contrair a doença.
Os sintomas mais comuns são: febre alta, perda do apetite, emagrecimento, tosse por mais de quinze dias seguidos, dificuldade de respirar e cansaço.
Casos mais graves fazem a pessoa expelir sangue através da tosse.
Para diagnosticar a doença pode-se fazer a baciloscopia, o teste de mantoux e uma radiografia pulmonar.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola